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sábado, 21 de setembro de 2013

O diamante no seu bolso (texto)

A Existência em Nós

Qualquer pensamento que você teve sobre si mesmo, por mais desinflado ou inflado, não é quem você é. É simplesmente um pensamento.
A verdade de quem você é não pode ser pensada, porque ela é a fonte de todos os pensamentos.
A verdade de quem você é não pode ser nomeada ou definida.
Palavras como alma, luz, Deus, verdade, self, consciência universal ou divindade, mesmo que capazes de evocar o êxtase da verdade, são totalmente inadequadas como descrição da imensidade de que você realmente é.
Independente de como você se identifica: como criança, adolescente, uma mãe, um pai, uma pessoas mais velha, uma pessoa mais saudável, uma pessoa doente, uma pessoa que sofre ou uma pessoa iluminada, sempre por trás de tudo isso está a verdade de você mesmo. Ela não é estranha para você. Ela está tão próxima que você não consegue acreditar que é você.
A verdade de quem você é, é intocada por qualquer conceito sobre quem você é, seja ignorante ou iluminado, sem valor ou grandioso.
A verdade de quem você é, é livre de tudo isso. Você é livre e tudo que bloqueia sua realização desta liberdade é seu apego a alguma ideia sobre quem você é.
Este pensamento não impede que você seja a verdade de quem você é. Você já é isso!
Ele apenas separa você de realização de quem você é.
Convido você a deixar sua atenção mergulhar naquilo que sempre esteve aqui esperando abertamente por sua própria autorrealização.
Quem é você realmente?
Você é alguma imagem que aparece em sua mente? Você é alguma sensação que aparece em seu corpo?
Você é alguma emoção que passa por sua mente e corpo?
Você é algo que alguém disse que você é ou uma rebelião contra algo que alguém disse que você é?
Estas são algumas das muitas vias de erros de identificação. Todas essa definições vêm e vão, nascem e depois morrem. A verdade de quem você é não vem e vai. Ela está presente do nascimento, durante toda uma vida e após a morte.
Descobrir a verdade sobre quem você é não é apenas possível, é o seu direito de nascença. Qualquer pensamento que esta descoberta não seja para você, agora não é o tempo, você não é digno, você não está pronto, você já sabe quem é, são apenas truques da mente.
Está na hora de investigar este pensamento sobre “eu”, e ver qual é a sua validade real. Nesta investigação existe uma abertura para que a consciência inteligente que você é finalmente reconheça a si mesma…

…Quando você voltar sua atenção para a questão: ‘quem sou eu?’, talvez você veja uma entidade que tem seu rosto e seu corpo. Mas quem está ciente deste entidade? Você é o objeto ou você é a percepção do objeto? Objeto vem e vai. O pai, a criança, o amante, o abandono, o iluminado, o vitorioso, o derrotado. Todas estas identificações vem e vão.
A percepção destas identificações está sempre presente. A identificação errada de si mesmo como alguém objeto dentro da percepção leva a extremo prazer ou extrema dor e ciclos intermináveis de sofrimento.
Quando você está disposto a parar a identificação errada e descobrir direta e completamente que você é a própria percepção e não estas definições impermanentes, a busca por você mesmo nos pensamentos termina.
Quando a pergunta: “quem?” é perseguida de forma inocente, pura, por todo caminho de volta a sua origem, surge uma enorme e espantosa realização. Não há absolutamente nenhuma entidade ali. Há apenas o indefinível e ilimitado reconhecimento de si mesmo, como inseparável de qualquer outra coisa.
Você está livre.
Você está completo. Você é infinito. Não há nenhum fundo em você, nenhum limite em você.
Qualquer ideia sobre você aparece em você e desaparecerá de volta em você.
Você é percepção e percepção é consciência.
Deixe todas as autodefinições morrerem neste momento. Deixe todas irem, e veja o que resta. Veja o que nunca nasce e o que não morre.
Sinta o alívio de se desfazer da carga de definir a si mesmo.
Experiencie a efetiva não-realidade da carga.
Experiencie a alegria que está aqui.
Descanse na paz infinita de sua verdadeira natureza, antes que qualquer pensamento de ‘eu’ surja.

- Gangaji - O diamante no seu bolso